sexta-feira, 15 de abril de 2016

Chamada 1° Acampamento estadual do Levante Popular da Juventude RN


Entre os dias 20 a 23 de maio de 2015 em Mossoró no bairro Abolição I, o Levante Popular da Juventude te convida a mudar a realidade, junte sua turma e venha participar desse encontro reunindo campo, periferia e universidade em um só espaço na construção do Projeto Popular para o Brasil. Ao fazer a inscrição, você receberá programação e mais informações sobre a organização do acampamento.

A inscrição do acampamento acontecerá pelo link:

Ou para quem desejar, pode chamar pelo email levantenatal@gmail.com para irmos até o seu grupo e levar o formulário impresso e apresentar o acampamento.

Confirme nosso evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1698438573729280/


Vem juventude potiguar, construir o Projeto Popular!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

“O homem deve ser livre!” – Nota de solidariedade à família e amigos e amigas de Joedson Freire.


O homem deve ser livre...
o amor é que não se detém ante
nenhum obstáculo, e pode mesmo
existir até quando não se é livre.
E, no entanto, ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que
houver de mais livre em todas as
gamas do sentimento humano.
É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer.
(Carlos Marighella)
O Levante Popular da Juventude vem neste momento difícil prestar solidariedade à família do nosso eterno companheiro Joedson Freire. É com o pulso erguido, que nós nos comprometemos a seguirmos firmes na busca por uma sociedade justa, igualitária, sem toda e qualquer forma de opressão. Continuemos a fazer do seu sonho a nossa luta, utopia que nos alimenta a cada direito retirado, cada injustiça cometida e a cada companheiro tombado.
Morador de Felipe Camarão, Joedson foi exemplo de força e coragem frente às injustiças que assolam a vida da juventude nas periferias. Com sorriso no rosto e brilho nos olhos, lutou contra o genocídio da juventude negra, contra a homofobia, em defesa da democracia, sonhou e lutou por um projeto comum à todos e todas.
Hoje, Joedson encontra-se junto a tantos outros lutadores e lutadoras do povo brasileiro. Neste momento de ameaça à democracia de nosso país, almejada e conquistada por tantas vidas retiradas, não nos calaremos. É por Joedson Freire, Anatália de Souza, Édson Neves... que seguimos em luta em defesa da democracia, por uma pátria comum à todos/as, por um projeto popular para o Brasil.
A cada companheiro tombado nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de lutas!
Joedson Freire! PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE!
Quando? HOJE E SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE!
Pátria Livre, venceremos!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

"Quem senta o dedo não pensa duas vezes
Mata ou morre Copa do Mundo dos prazeres
Pra aqueles, que bancam o terror la na favela
E banca a polícia que mata, por um salario de merda."
(Criolo - Andar Como Terrorista)

O PASSE LIVRE TE DÁ ASAS E A POLÍCIA AS TIRA

Logo no primeiro mês do ano, os trabalhadores já se depararam com o aumento das tarifas do transporte público, que chegou no último domingo (31) ao valor de 2,90 R$, após sofrer um reajuste de 35 centavos. Em decorrência da subida, a juventude potiguar e diversos movimentos sociais, se organizaram em ato no dia 1 de fevereiro para questionar as alterações, compreendendo que não houveram melhorias para o transporte. 

Ao lado do Via Direta, cerca de 300 pessoas se reuniram em assembléia, acordando entre si e com a própria polícia o trajeto a ser feito durante o ato. Apesar disso, como notoriamente fica nítido para todos, a polícia se sentiu suficientemente confortável para fazer chover gás lacrimogêneo em meio aos manifestantes. Seríamos nós, a classe trabalhadora em busca de seus direitos, cobaias da proposta de lei "antiterrorista"? De que maneira a população conseguirá esquivar de mais um assalto da SETURN se, antes mesmo das alterações legislativas, já nos deparamos com tamanha repressão policial? 

A criminalização dos movimentos sociais faz com que o povo organizado na rua sinta, por um instante, o tratamento que a periferia recebe da polícia. Esse instrumento de repressão do Estado (advindo do período ditatorial, onde podemos enxergar a mesma represália agressiva, truculenta e desnecessária da polícia) é ainda utilizado nos dias de hoje para desmobilizar a população na sua luta por direitos básicos. Seria demais afirmar, diante do ocorrido, que ainda nos deparamos com os moldes governamentais iniciados em 64?

De que maneira poderíamos, então, desviar-nos da repressão policial sem abdicarmos de nosso direito à cidade? De que modo poderemos esquivar-nos de sprays de pimenta, de bombas de efeito moral, de agressões físicas, se estamos apenas exercitando nosso suposto direito de remodelar os processos de urbanização? Como garantir a integridade física do povo nas ruas e as lutas pelo Passe Livre? A resolução dos problemas de desmilitarização da polícia, da segurança e da representação dos grupos excluídos do desenvolvimento econômico, excluídos do direito à cidade, não se desvinculam da necessidade de uma Reforma Política, por meio de uma Constituinte Exclusiva e Soberana.

"NÃO ACABOU TEM QUE ACABAR, QUERE
MOS O FIM DA POLÍCIA MILITAR!"

"CONSTITUINTE QUANDO? JÁ!"

Luisa Medeiros - Levante Popular da Juventude

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

São tempos difíceis para os sonhadores, mas nada é impossível



Desde que assisti pela primeira vez O Fabuloso destino de Amelie Poulain soube que nenhum outro filme conseguiria captar a essência do que sou por dentro e do que se passa na minha cabeça. Mas nesses quase sete anos desde a primeira vez que assisti a obra, nenhuma cena faz mais sentido do que a que a personagem Eva, interpretada por Claude Perron, solta a frase “os tempos são difíceis para os sonhadores”. 
Como uma boa adolescente era indignada com tudo que havia de errado nomundo, depois de amadurecer percebi que minha indignação não era vazia, ela tinha um gênero e uma classe. Depois de muito matutar percebi que o lugar da minha raiva pelos males do mundo era a rua, me organizei no Levante Popular da Juventude e na rua me joguei e desde então não saí mais. Já são quase quatro anos e sinto que o mundo está se desfazendo sob os meus pés, de um lado, redução da maioridade penal, do outro tem a aprovação do “estatuto da família”, na minha frente o PL 4330 da terceirização, atrás de mim uma contrarreforma absurda, embaixo de mim criminalização dos movimentos sociais, e agora, acima da minha cabeça a aprovação do PL 5069 que torna crime ajudar uma mulher a abortar (não estamos falando nem da legalização do aborto, mas de ajudar inclusive mulheres que foram vitimas de estupros a conhecer seus direitos). Sinto que morro um pouco mais cada dia, e sei que meus assassinos tem nome e endereço. Eles se organizam nas bancadas da bala, do boi e da bíblia, e esse grupo tem como mestre o pior câncer que o país já teve: Eduardo Cunha! 
Não é possível que um ser (não humano) tenha a capacidade de retroceder tanto os direitos da classe trabalhadora, que tenha tanto dinheiro desviado na Suíça, que atinja mulheres, lésbicas, negras e negros, gays, transexuais, travestis, bissexuais, juventude e saia impune, que continue fazendo a linha bom moço. Não é possível aceitar calada e de cabeça baixa enquanto uma só pessoa destrua tudo que tantas outras lutaram para conquistar! 
A realidade se faz dura, sangrenta e cruel. “Os tempos são difíceis para os sonhadores”, mas nós, somos justamente as pessoas que ainda ousam sonhar. Não devemos parar de sonhar, pois se colocar como sonhadora nessa conjuntura é se colocar a serviço da luta, pois de que servem os sonhos se não para fazer com que nossas ações aconteçam e nos façam alcança-los? De nada servem os sonhos na cabeça, precisamos que eles deixem de serem sonhos e tornem-se vida. Eu sonho com uma nova sociedade, feita por novas pessoas, por mulheres e homens e nenhum Cunha. Meu sonho é meu projeto politico de vida, crer em dias melhores me faz lutar.

E você, vem sonhar comigo?

Ana Lucia Lima - Levante Popular da Juventude RN

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sobre o Lançamento do relatório final da Comissão da Verdade na UFRN


            Em 2012, nós do Levante Popular da Juventude executamos uma proposta bastante ousada: realizamos ações simultâneas em várias capitais do país de escrachos aos torturadores que atuaram na ditadura militar e continuam impunes. Essa ação foi responsável pela nacionalização do movimento, bem como cumpriu importante papel de impulsionar a Comissão Nacional da Verdade. Carregamos desde o nascimento o orgulho de continuar a luta de muitos que tombaram, inclusive jovens,  e levantando a bandeira da Memória, Verdade e Justiça.

            Reconhecemos a grande importância dos trabalhos da CNV no resgate de um dos períodos mais obscuros da história nacional, bem como das comissões da verdade da OAB-RN e da UFRN. Em especial esta, que hoje faz o lançamento das conclusões de seus trabalhos por meio da publicação do seu relatório final. Por isso, parabenizamos a nossa comissão pela dedicação no resgate e esclarecimento de passagens da história local como a morte de dois estudantes da casa, José Silton Pinheiro (a quem homenageamos nomeando o nosso DCE), 23 anos, e Emmanuel Bezerra dos Santos, 26 anos, além do professor Luiz Ignácio Maranhão, afinal "um povo sem memória, é um povo sem história" (Helena Pignatari).

            Neste dia 14 de outubro de 2015, nós estudantes e toda a comunidade acadêmica desta universidade viemos aqui propagar que "Ditadura nunca mais!", tal qual fica gravado hoje em nossa própria reitoria. Ter esses dizeres aqui afixados, mais que simbólico, se torna um necessário ato de resistência. Necessário em face das diversas manifestações facistas que frequentemente ainda presenciamos nesse país, por pessoas que conclamam nova intervenção militar e saúdam, pedindo o retorno de, uma passagem devastadora da história brasileira.

            Infelizmente ainda hoje sentimos as heranças da ditadura, seja na forma truculenta com que ocorre a abordagens polícias, principalmente no campo e nas periferias de nossas cidades - as quais deixavam desaparecidos políticos antes, mas agora deixa vazio nos lares de milhares de jovens negros e pobres todos os dias; seja nas posturas autoritárias que temos observado em nossa câmara federal, autoritária em colocar para reapreciação votação de proposta de redução já reprovada, contrariando próprio regimento da câmara. Também em trazer para ordem do dia projetos que relembram os atos institucionais da ditadura militar, como o projeto anti-terrorista, o qual acaba por deixar a crivo de delegados e promotores determinar a ilegalidade de condutas como manifestações, correndo o risco de ter movimentos sociais enquadrados nessa lei.

            Além disso, está completando um ano que um estudante da UFRN foi brutalmente agredido por seguranças da universidade. Não bastou videos, fotos, testemunhas, mas na pauta do CONSAD consta a “suposta agressão sofrida por estudante”. É de se lamentar que a mesma UFRN em que se publica como houve perseguição ideológica a estudantes na ditadura, a que tinha um órgão investigatório - do qual nos envergonhamos(!) -, como a ASI, que fazia o patrulhamento das atividades da comunidade acadêmica, professores, servidores e estudantes; é a instituição que está perseguindo e coagindo jovens militantes da universidade após a ocupação da reitoria em 2014 sobre aqueles casos de violência interna. A que instaura sindicância com posturas bastante autoritárias contra seus próprios estudantes, acusando-os pelo "crime" de lutar por uma universidade mais democrática, com menos marcas de uma ditadura que, dolorosamente, ainda perdura até os dias atuais! Uma violência institucional que tolhe a liberdade de uma juventude que só agora consegue se organizar, ávida por transformações que tornem verdadeira a nossa tão suada democracia.

Mas não nos calaremos. Diante de toda opressão institucionalizada, de toda pressão para que entreguemos nossos companheiros de luta, de toda herança dolorosa, nós não esqueceremos e continuaremos lutando para que não se repita, "para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!"

LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE - RN



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

NOTA EM APOIO A NOVA PRESIDÊNCIA DA CUT



O Levante popular da juventude participou da abertura do 12º CECUT (Congresso Estadual da Central Única dos trabalhadores) do estado do RN no dia 02 de setembro em Nísia Floresta. Esse foi um importante momento de estreitamento dos laços com a organização sindical, pois é com a experiência de organização e luta da companheirada sindicalista que a juventude tece o exemplo de continuar no trabalho de base, principalmente quando o jovem começa a se inserir no mundo do trabalho. Não podemos esquecer que a luta continua. 
Nós do Levante, temos a plena convicção que a nova direção eleita, tendo Eliane Bandeira como presidenta, garantirá que a CUT continue em luta nas ruas, onde historicamente conquistou os direitos de nossa classe, a trabalhadora. Reafirmamos a importância do desafio que foi realizar o primeiro congresso com paridade de gênero, pois são as mulheres as mais exploradas pelo sistema capitalista e patriarcal, e são elas a maioria da população brasileira, queremos um sindicato cada vez mais pintado do feminismo.
Sem dúvidas a nova gestão também será marcada por uma aproximação com a base e um olhar mais cuidadoso para o fortalecimento dos movimentos sociais do estado do Rio Grande do Norte.
O Levante acredita que só a luta muda a vida do povo brasileiro. E por isso, em unidade com a atual gestão da maior Central sindical do estado, vamos apontar a saída para a crise vigente no país e gritar em alto e bom som: que os ricos paguem a conta.
Nesse sentido, parabenizamos a direção eleita e, desde já, nos colocamos em luta ao lado da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte.


Ousar lutar, organizando a juventude pro Projeto Popular!



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Luta pelo transporte em Touros mobiliza estudantes



Em apoio ao Movimento: Educação do LUTO à LUTA, organizado pelos Estudantes Universitáriosde Touros/RN, o Levante Popular da Juventude esteve presente em um debate sobre o movimento estudantil, com o objetivo de contribuir na luta pelo transporte gratuito aos estudantes da cidade. 

A situação da educação do munícipio é crítica, atinge tanto os estudantes das redes Estaduais e Municipais quanto do Ensino Superior. Escolas com as estruturas defasadas, que prejudicam o desempenho dos alunos e impossibilita que os professores e professoras desempenhem o seu trabalho com excelência. Há algumas semanas, a Prefeitura avisou que o transporte que faz a locomoção dos estudantes de Touros para as instituições de ensino da capital Natal, seria cortado por falta de recursos. A partir disso, surgiu a necessidade de unir forças e exigir do governo municipal uma solução para o problema que compromete o ano letivo dos alunos, a qual a grande maioria são de instituições de ensino superir particulares.

Os estudantes estão se reunido em assembleias e reuniões, planejando e discutido os rumos do movimento para que o problema seja resolvido e os alunos do município não sejam ainda mais prejudicados. No dia 21 de agosto em uma assembleia do movimento, foram feitos os repasses de uma reunião entre a comissão que representa o movimento e o Prefeito de Touros Ney Leite do PSD. Algumas falas do prefeito geraram um desconforto e revolta entre os estudantes, foram elas: "Vocês vão ter que dá um jeito" e que "Os universitários não tem direito a nada, pois a Lei estava do lado dele". Atitude inaceitável por parte de um representante que foi eleito pelo povo e, que se diz representar os interesses desse povo que o elegeu, visto que o governo sendo ele, Federal, Estadual ou Municipal, não pode se ausentar de suas obrigações e jogar a responsabilidade pra quem já faz um tremendo esforço para sair de casa e ainda custear os seus estudos.

Durante a assembleia do movimento uma colega destacou que: “É necessário a união entre os companheiros (as) do movimento, pois a luta pelos nossos direitos requer uma unidade e juntos podemos lutar por eles”

Para isso, iremos fazer formações e mobilizar os estudantes do ensino básico para o ato marcado para o dia 25 de agosto que terá concentração ás 8 horas em frente a Escola Municipal Dr. Flávio Junqueira Aires e sairá com destino a Prefeitura do Município onde, a comissão estará em mais uma reunião com o prefeito.
 


Vamos fortalecer a juventude para lutar contra esses ataques da prefeitura aos direitos do cidadão. O Levante está do lado dos estudantes de Touros, do lado povo e com eles irá lutar.

Transporte público, pelo direito ao estudo!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Não se estuda de bucho vazio: nem verba pra educação e nem ambulante com promoção


  Com o avanço do conservadorismo no congresso, muitos desafios foram colocados na vida das e dos estudantes, aliada as retiradas de direitos da classe trabalhadora. Nesse cenário de retrocessos promovido pelo congresso nacional, os cortes de verbas para educação trouxe a tona a falta de compromisso com o povo brasileiro por um sistema político que não nos representa.

  Os cortes na educação afetam diretamente a vida da estudantada que mais precisa permanecer na universidade: aquelas e aqueles que tiverem esse espaço negado por tanto tempo. A falta de verba dificulta o acesso a bolsas de ensino, pesquisa e extensão e principalmente as necessidades básicas: alimentação (RU), transporte (circular), moradia (residência e auxilio aluguel), ou seja, retira o direito de permanência estudantil.   

  Não podemos aceitar que a pátria educadora retire os diretos da estudantada. Queremos mais escolas e menos prisão. Queremos entrar na universidade e só sair de lá quando nos formarmos. Queremos nossos direitos por completo: entrar, vivenciar a universidade e nos formar como profissionais e cidadãos críticos. Queremos estudar de bucho cheio.

Estudantes e ambulantes: na luta por permanência!       

  Não bastando às medidas repressivas como novas catracas e mais seguranças no RU, estamos agora enfrentando a expulsão das e dos ambulantes, trabalhadores que ofereciam aos estudantes alimentos mais baratos e que cabiam no nosso bolso. Advertidos pela segurança do campus, foram notificados e avisados dos seus últimos 5 dias de trabalho, pedindo sua desocupação por serem “ilegais”.           

 Então, vamos falar de “ilegalidade”? As cantinas da universidade, pertencentes praticamente a uma mesma família (oligopólio), praticam preços abusivos
e não cumprem com os valores tabelados na licitação em que foram aprovadas, sem ter a fiscalização necessária pela universidade. A expulsão dos ambulantes é para garantir e aumentar o lucro do cartel de cantinas.

  “É muito nítido que essa expulsão não é interessante para mais ninguém se não para os donos de cantinas que sem os ambulantes (e um RU não satisfatório) serão a única alternativa mais "acessível" para os/as estudantes fazerem suas refeições. Essas cantinas vivem hoje a base de um cartel, onde fazem acordos de preços absurdos para que não haja a possibilidade da escolha de um lugar mais barato, essa luta não é só dos trabalhadores e trabalhadoras que não terão mais seu direito de trabalhar, mas também das e dos estudantes que ficaram sobre a mira do esquema das cantinas”, disse Kell Medeiros, trabalhadora ambulante e militante do Levante Popular da Juventude.

Expulsão dos ambulantes + Sucateamento do RU = Reféns das cantinas
  Estudantes, trabalhadoras e trabalhadores querem permanecer na universidade, sem opressões e sem retirada de direitos. Não aceitaremos nenhuma expulsão, seja por repressão ou pelos cortes na educação. Queremos a regulamentação dos ambulantes e a garantia da assistência estudantil. Queremos que a universidade se pinte de povo!
  E para mudar a realidade dentro da universidade também precisamos mudar a sociedade e com esse congresso conservador não dá. Precisamos mudar as regras do jogo, dizendo não para o cartel das cantinas e não para o financiamento privado de campanha. Colocando nas ruas uma bandeira que represente as lutas do povo e que proponha uma mudança concreta: a bandeira da constituinte por uma reforma do sistema político.             

Juventude que ousa lutar: constrói poder popular!

Joseé Lima - Levante Popular da Juventude RN