segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino!!!

 Não iremos embora
Tawfic Zayyad





 Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em vossas goelas
Como cacos de vidro
Imperturbáveis
E em vossos olhos
Como uma tempestade de fogo
 

Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em lavar os pratos em vossas casas
Em encher os copos dos senhores
Em esfregar os ladrilhos das cozinhas pretas
Famintos

 

Para arrancar
A comida de nossos filhos
De vossas presas azuis
Aqui sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha


Nus
Provocadores
Declamando poemas
Somos os guardiões da sombra
Das laranjeiras e das oliveiras
Semeamos as idéias como o fermento na massa
Nossos nervos são de gelo
Mas nossos corações vomitam fogo


Quando tivermos sede
Espremeremos as pedras
E comeremos terra
Quando estivermos famintos
Mas não iremos embora
E não seremos avarentos com nosso sangue


Aqui
Temos um passado
E um presente
Aqui
Está nosso futuro 


SOMOS TOD@S PALESTIN@S!

Boicote Israel!

Muita gente quer saber como ajudar a causa Palestina.
A primeira forma é divulgando!
E podemos ajudar no Boicote!


Artistas, Cientistas, Acadêmicos, Empresários e até Países... Boicotam Israel e não se apresentam, ministram aulas e palestras, abrem lojas, comercializam por lá (Fica a dica pra Roberto Carlos e para Globo...)
Além disso, as empresas que mais lucram com Israel e financiam o massacre na Palestina são BOICOTADAS!


Carrefour, Nestlé, Disney, Caterpillar (os tratores CAT, que estão construindo o Muro e destruindo as casas palestinas), McDonalts...
São muitas as empresas que escolhem lucrar e se aproveitam e estimulam o massacre que Israel realiza na Palestina!















Pois é... 'capitalismo selvagem'!
E nós? O que mais podemos fazer?

domingo, 13 de novembro de 2011

Palestina: Direitos Humanos e Resistência Popular

Em solidariedade ao povo Palestino e com o objetivo de informar e mobilizar sobre o assunto, foi realizado no dia 10 de novembro uma palestra, oficina de stêncil e exposição fotográfica com o tema: Palestina, Direitos Humanos e Resistência Popular.
A palestra contou com a Ativista de Direitos Humanos na Palestina: Sandra Guimarães, o militante do MST Cícero Araujo e Davidde Giaccobo que tratou sobre as resistências européias. A idéia era dialogar sobre as resistências no Brasil, na Europa e na Palestina, afinal somos tod@s Palestin@s! A palestra foi um sucesso com a participação de 250 pessoas, no centro de Convivência da UFRN, com interesse em conhecer mais sobre a realidade de luta na Palestina.
No mesmo dia, uma exposição fotográfica foi realizada no local. Em forma de ‘muro’ os painéis com as fotos interditaram a passagem do centro de convivência deixando apenas um ‘checkpoint’ para que os transeuntes passassem.
Além disso, realizamos uma oficina de stêncil produzimos camisetas, um bandeirão do Levante Popular da Juventude e intervenções no muro da UFRN.
Segue alguns sites sobre o assunto:
O site da ONU que faz relatórios, mapas, etc... sobre a situação atual na Palestina: http://www.ochaopt.org/
Site da UNRWA, a agencia da ONU que cuida dos refugiados palestinos nos territórios palestinos e no resto do mundo: http://www.unrwa.org/
Popular Struggle Commitee (Comitê de Luta Popular): http://www.popularstruggle.org/
Comitê pela liberação da Palestina: http://www.clp2008.com.br/
Fotógrafos Ativistas Palestinos: http://www.activestills.org/






Aplicação da oficina de stencil



Fotos: Pedro Ivo

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Percepção de Movimento Estudantil


Multimídia & Social : A importância dos movimentos estudantis
O movimento estudantil vem cumprindo um papel importante na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade social e vem ocupando também um grande papel na história, galgando assim, um lugar de destaque na luta pelas transformações sociais efetivando pela ampla participação nos principais processos políticos vigentes em nossa sociedade.
É famoso pelo papel que assumiu na luta pela redemocratização do país, porém a indagação questão principal que hoje se coloca é de que forma devemos organizar a nossa juventude nas nossas universidades, nas escolas, na periferia, nos diversos movimentos sociais, para vencer a precarização do ensino. Como podemos organizar a juventude que cada vez encontra mais dificuldades em entrar no mercado de trabalho e também nas universidades públicas e quais os possíveis caminhos que devemos trilhar na luta por uma sociedade melhor?
União é a palavra-chave! Unidos todos temos voz e nunca ninguém vai ousar falar mais alto conosco mesmo sendo autoridade ou quem seja. Somos estudantes e merecemos ter nosso direito de ser respeitados, afinal não é partindo de nós que depende o futuro?
A educação pública enfrenta infindáveis problemas e não devemos nos abater diante da precariedade de nossas universidades e escolas, mas também não adianta nada se ficarmos reclamando e não nos movimentarmos. Falar é fazer! Nós estamos em busca de dignidade e estudo de qualidade, não queremos mais nada que não seja nosso por direito! Precisamos de companheiros comprometidos e que sejam a nossa voz, quer seja onde for,inclusive judicialmente.
Queremos também quebrar esse estigma, não somos marginais e muito menos vândalos!! Não nos julgue, pois lutamos pelo melhor para todos! É a universidade que faz a verdadeira inclusão social e democrática que esse Brasil merece. Acredite no seu poder, acredite no nosso poder, pois só unidos seremos fortes!
O movimento estudantil foi e continua sendo ma arma poderosa dos estudantes. É o meio pelo qual podemos defender nossos interesses e tentar modificar a realidade dentro e fora da Universidade, ele não deve ser simplesmente abandonado ou estagnar por maiores que sejam as dificuldades, mas ser constantemente reciclado em contato com a realidade e reciclado pela entrada de novos estudantes, pois a participação é a condição fundamental para qualquer transformação.

DE BRAÇOS DADOS SE CONSEGUE O QUE QUER!!

“Nossa identidade é nosso lar
E dentro de uma área de exclusão
Comandante Marcos, Afrika Bambaata, Pe Cícero e Lampião
Contra a mente de exclusão, sempre souberam
QUE O INSTINTIVO É COLETIVO MEU IRMÃO
Ééééééé…
Eu represento o INSTINTIVO COLETIVO…
Eu represento o INSTINTIVO COLETIVO”
O Rappa



Texto trazido por Hérvila Gabriela - Estudante de Serviço Social - FATERN

Percepção de Movimento Estudantil

Transição


O Teatro Mágico

Apreciar os riscos e suposições
Manifestar brandura e mansidão
Assegurar acessibilidade
E preservar coragem em transição
Se enunciar... repleta e intacta!
Apta a habitar todo lugar!
Se aflorar... bela!
Assim que for embora
Perpetuar a história
Desvalidar o improvável!
Desdenhar do inconcebível!
Ocupar o ar das horas!
Plenas, serenas, inéditas e autênticas!
Revidar!
Bela!
Desperta em nós
nova aurora ao coração!
E ensina a perder... medo!
Alcança a voz!
Acordar de prontidão!
Anunciar!
"Milagres acontecem quando a gente vai à luta!"
Música trazida por Janaína Goes - Estudante de Farmácia - UFRN

Percepção de Movimento Estudantil

Movimento Estudantil é para lutar! 
Não é para ser usado como coação 
nem seus membros devem ser narcisistas,
Não devem pensar que o cargo que estão 
é o melhor lugar da militância.
Ser militante é dialogar com responsabilidade,
Senso crítico e inteligência política.
Ser militante é tratar os (as) companheiros (as) com respeito 
E vibrar as lutas em pauta, 
É manter a mística elevada por mais que tudo esteja dando errado.
O militante do Movimento Estudantil não pode em nenhum momento
Usar os encontros como mercadoria, 
Pois é isso que os capitalistas querem.
E esses sãos os nossos maiores inimigos!
Os estudantes têm de lutar unidos 
em busca de uma universidade pública para tod@s @s cidadãos (ãs) brasileir@s.
Ser militante é acima de tudo uma pessoa que participa ATIVAMENTE
da vida política de uma organização defendendo as ideias e bandeiras de luta do povo
por um projeto popular para seu país.
Tudo isso só será possível com o Trabalho de Base que tod@s falam sempre.
Mas que trabalho de base é esse? 
Trabalho de base é construir um mundo sem a marca da dominação,
É comprometer-se com a transformação das pessoas e da sociedade,
É não excluí-los das decisões e das formações.
É desse jeito que se faz a militância, 
Com coração cheio de ternura e bravura 
Como lembra Che Guevara. 
Ser militante é ser convicto das ações que realiza.

Texto: Mara Farias - Estudante de Serviço Social - FATERN

sábado, 5 de novembro de 2011

Curso básico de injustiça

''A publicidade manda consumir e a economia o proíbe.
As ordens de consumo, obrigatórias para todos, mas impossíveis para a maioria, são convites ao delito.
Sobre as contradições de nosso tempo as páginas policiais dos jornais ensinam mais do que as páginas de informação política e econômica.
 Este mundo, que oference o banquetes a todos e fecha a porta no nariz de tantos, é ao mesmo tempo igualador e desigual: Igualador nas idéias e nos costumes que impõe e desigual nas oportunidades que proporciona.''
Eduardo Galeano - Escola do Mundo do Avesso

COMENTE SOBRE O PRIMEIRO MOMENTO QUE VOCÊ PERCEBEU UMA INJUSTIÇA:
''Sempre observei ou vivenciei a dificuldade que um aluno de escola pública tem em relação ao aluno que possui mais recursos de ensino.
outra situação de indignação foi em relação a atenção básica de saúde que faz o paciente ficar horas esperando em uma fila,acordar de madrugada para ser entendido,e ás vezes, ainda não consegue uma consulta ou medicamento. Além disso perde horas de trabalho que será descontado do seu salário...
ver crianças sem alimentação básica e higiene. E a precariedade com que muitos seres humanos vivem.''
''Caros colegas,
Sou enfermeiranda da Unidade Básica de Saúde de Felipe Camarão e entre vários momentos em que me deparei com a injustiça destaco esse:
NO MOMENTO DA VISITA DOMICILIAR EM FELIPE CAMARÃO
Nesse momento observei condições precárias de moradia,construídas em encostas de morro sem o mínimo de segurança,com esgoto a céu aberto,num espaço mínimo morando toda uma família,sem condições também de higiene. Nessa visita constatei que os indivíduos que ali moravam eram sobreviventes.''
''Amados e Amadas,
As minhas primeiras experiências com a injustiça social e a desigualdade foi quando ainda pequena,adolescente,queria comer algumas coisas e minha família não podia comprar. Mamãe dizia ''o salário do seu pai não dá para comprar isso,se conforme.'' Eu não aguentava o ''se conforme''. Quando comecei a participar de movimentos sociais e estudar a realidade brasileira,entendi que havia todo um mundo para destruir e construir uma nova sociedade que pudessemos ter vida digna,incluindo segurança e soberania alimentar.
Só sei que foi assim.
Beijos mil.''
''Eu vivo no meio de muitas injustiças sociais,já que nasci em uma periferia (linda!)
Mas aos 16 anos, em um dos trabalhos que eu desenvolvia com os adolescentes da igreja,onde tínhamos que subir o morro e entregar para uma família uma cesta de alimentos,percebi que apenas isso não iria melhorar suas vidas.
Eles moravam num barraco de madeira sem chão ao lado de um curral.
CHEIRO''
''Cara Revolução Brasileira,
Há muito tempo tenho sonhos eróticos com você,desejando o dia em que todos(as) farão ''amor não mercantil''.
Minha indignação aumenta cada vez que olho o corpo cansado de minha mãe e seu semblante de quem exige um mundo melhor.
Espero nos encontrarmos logo.
Abraços''
''Querido mundo,
Lágrimas rolaram em minha face ao presenciar numa tarde chuvosa de inverno,já a algum tempo,crianças dormindo em calçadas,provavelmente com fome, e logo a sua frente casas luxuosas e carros passando. Num passeio pela cidade rumo a ''faixa de gaza''!
Por que temos que dizer: Ou isto,ou aquilo... (Cecília Meireles)''
''Quando li que existia a possibilidade de o Brasil fazer reformas de base  durante o Governo Jango e ao invés disso escolheram privilegiar o capital estrangeiro e a economia que vem acontecendo até hoje.
Vi isso no livro de Gilberto Cotrin ''História Geral'' e percebi.
Outro episódio bem marcante é que: Além de não ter condições dignas de moradia ,tem mais de 153 milhões de pessoas morrendo de frio por ano.''
''Bem, caro leitor do meu bilhete,
Em vários momentos da minha vida me deparei com episódios,digamos assim,de injustiça social. Talvez por isso estou nesse curso para encontrar um caminho por onde possa lutar contra esse mal.
Como a dinâmica nos solicita um momento,detenho-me a acontecimento mais atual. 
Estou em estágio em um bairro onde existem pessoas em boas condições de vida e pessoas carentes.
Tive contato com uma senhora de 60 e poucos anos que tem uma úlcera venosa (ferida na perna) enorme que está piorando significativamente. Não temos como tratá-la porque falta materiais para curativos,a alimentação é precária, as condições de higiene são limitadas,ela precisa de uma internação para processo cirúrgico,mas o serviço público não a recebe por julgar o caso sem prioridade.
Ela não tem condições de procurar outro serviço e a perna dela só piora.''
''O ÁPICE FOI...
Aulas de questão social,curso de formação política e classes e movimentos sociais.
A minha indignação aflorou nesses momentos,pois neles conheci o ciclo de acumulação do capital e principalmente os seus reflexos negativos.  (Todos eles conheciam bem de perto apenas não sabiam como eles se davam).
Enfim... Foi assim!!!''
''Olá,
Um episódio que me fez sentir ainda mais indignado,angustiado,convicto de que precisamos mudar essa realidade contraditória e dolorosa que nos cerca,foi o contato com as biografias de Mahatma Gandhi e Luther King.
Sempre senti que havia algo errado com o mundo (pelo menos desde que me entendo por gente). Até descobrir que nós somos o que há de melhor e pior no mundo;se mudarmos,o mundo muda.''
''Visita à Giacometti... Aos 17 anos...
Acampamento do MST com cerca de 2.000 famílias. Foi o dar-se conta de que a perseguição sofrida pelos companheiros não era apenas a proibição ao acesso à terra e ao pão,mas também ao sonho.
Se persegue aqueles que ousam sonhar futuros.''
E agora eu lhes pergunto: Vale a pena lutar?




PALESTINA - Direitos Humanos e Resistência Popular






O Programa Lições de Cidadania, O coletivo Levante Popular da Juventude, o

PET de Ciências Sociais e O Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti, convida à

toda comunidade acadêmica da UFRN, e demais interessados, para o evento:

Palestina, Direitos Humanos e Resistência Popular

→ Dia 10 de novembro, às 18h, no Centro de Convivência - UFRN

Participação de:

Sandra Guimarães - Palestina

Cícero Araújo - MST

Davide Giacobbo - Europa